07/11/2018 - Simone Ramos     Twitter  Facebook  Google+  LinkedIn

Stephanie Brush colunista do The Washington Post afirmou em 1998 que "os marqueteiros estão tratando as mulheres como se fossem – e não sei como dizer isso de outra maneira – gente comum". Será?

A mulher é um tesouro inesgotável, livre do estigma de abstenção imposto por anos a fio, conquistou merecidamente e com talento indiscutível seu lugar ao sol, afinal a maior satisfação de quem planta não é de preparar a terra, semear ou irrigar o solo, mas sim fazer a colheita, o que significa frutos gerados de um árduo trabalho.

No mercado de seguros não é diferente, a participação da mulher se tornou significativa, sendo maioria do setor, habilidosa e perspicaz, dedicada e inspiradora, surpreendente e com imensa capacidade intelectual, a mulher da indústria de seguros tem superado todos os desafios do mercado e ano após ano, assumido posições de destaque, mas ainda há muito que se fazer.

50 Anos de História

Há exatos cinquenta anos (1968), na famosa revolução social "Primavera das Mulheres" em Paris, entre muitas reinvindicações, as mulheres lutavam por igualdade no mercado de trabalho, coincidentemente no mesmo ano foi fundada a FENACOR - Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada, das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros, que é também, um dos mantenedores da Fundação Escola Nacional de Seguros, escola esta que tem no seu corpo executivo, renomadas profissionais mulheres do setor.

A mulher tem cada vez mais se posicionado e atuado expressivamente no mercado de seguros e, desempenhado um papel fundamental, diferenciado e transformador, contudo ser mulher nesta indústria exige mais, exige ser forte e enfrentar riscos, exige trabalho duro e visão estratégica, especialização e estudo dobrado, para Maria Helena Monteiro – Diretora Técnica da Funenseg, a mulher no mercado de seguros "está ganhando espaço, a duras penas às vezes, mas certamente ganhará mais espaço...  mas precisa ter muita coragem, muita energia e muito trabalho."

Eu acrescentaria ainda que necessita de superação diária!

Concordo com a Solange Beatriz, Presidente da FenaSaúde e uma das 46 "mulheres poderosas" da lista da Revista Forbes Brasil de 2016, quando diz que "a participação feminina no setor vem crescendo, há anos atrás era quase inexpressiva, o desafio da mulher é muito grande, as várias tarefas que se tem, família, filhos, essa dupla jornada exige da mulher uma energia muito grande, o desafio de conciliar família e trabalho é enorme..  me senti desafiada e me sinto capaz e acho que essa é a chave do sucesso "

Desafios

Como se destacar e triunfar neste mercado extremamente competitivo?

E sendo mulher? O que esperar? Quais perspectivas e próximos acontecimentos que podem impactar diretamente na carreira da mulher do mercado de seguros?

O mercado atual nos leva a criar excelentes perspectivas, novas tendências do mercado de seguros nos mostram que a mulher tem buscado por mais especialização, é importante lembrar que as mulheres são maioria dos estudantes de graduação no Brasil.

Mulheres são atualmente maioria em cargos de liderança em muitas corretoras de seguros, porém note que em 2016 no mercado geral de seguros as mulheres representavam 28% dos executivos, sendo 72% dos homens, conforme dados divulgados pela Funenseg, mesmo ainda com uma tímida participação, é um avanço, outro dado interessante da pesquisa é que em termos de formação acadêmica, 26% das mulheres possuem curso superior em comparação a 19% dos homens, no Brasil elas ocupam apenas 37% dos cargos de liderança em todos os setores.

É notória a mudança, as empresas buscam por profissionais altamente capacitados, o pisca alerta está aceso repleto de oportunidades, o grande diferencial será o conhecimento detalhado não somente das práticas do mercado brasileiro, como também do mercado internacional, especialmente neste momento em que muitos riscos exigem colocação complexa de resseguro.

Um ponto importante que merece especial atenção é o idioma, o inglês fluente é um diferencial, credencial inclusive para certificações nas escolas internacionais de seguros.

Certamente os desafios podem parecer gigantes, mas há um novo olhar, que trabalha, que orquestra, que instiga, que determina a resultar em uma ação benéfica, inovadora, destruindo qualquer tipo de obstáculo que possa impedir o aumento da participação da mulher no mercado de seguros, seja extraordinária em alcançar voos mais altos, ande por caminhos mais difíceis, desafiadores e continue até chegar no destino desejado, realize muito mais do que um dia sonhou ou imaginou.


Simone Ramos - Atua há mais de 20 anos no mercado de seguros, Administradora, com Pós-Graduação em Logística, Riscos e Sinistros pela Funenseg, é membro do comitê de Portos, Ferrovias e Infra da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústria de Base, especialista no desenvolvimento de novos negócios estratégicos.





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