Reforma: governadores tentam a última cartada

Os governadores entraram tarde na articulação política para garantir que a reforma da Previdência analisada no Congresso abrangesse também os servidores estaduais e municipais, mas tentam hoje uma última cartada.

O objetivo é convencer os deputados a assumirem o desgaste político para aprovar novas regras de aposentadoria também nos estados e municípios. 

Hoje, nas reuniões decisivas com as bancadas e com o comando da comissão especial, os governadores terão que apresentar a capacidade de garantir que há votos necessários para incluir os servidores estaduais e municipais no texto final. 

Até agora, o presidente da comissão especial, Marcelo Ramos, é o expoente mais resistente a aceitar a inclusão dos governos estaduais na reforma.

Ramos considera que os estados têm realidades diferentes e não podem seguir uma regra única e nacional. Além disso, ele disputa proeminência política agora que o trabalho do colegiado está chegando ao fim.

O relator, Samuel Moreira, ainda não bateu o martelo sobre a inclusão dos servidores estaduais e municipais em seu relatório, mas indica que só dará esse formato se houver apoio garantido de votos para esse movimento.

Ou seja, os governadores estão em situação delicada e terão uma última chance para facilitar seu trabalho no campo da Previdência. 

 

   VOTAÇÕES   

calendário de recessos

Se o relator da Nova Previdência, Samuel Moreira, apresentar seu relatório até quinta-feira, o mais provável é que a comissão só faça a votação no começo de julho. 

 

E o problema nesse caso não é político, mas sim cultural. 

 

Na próxima semana, com o feriado de Corpus Christi dificilmente a comissão especial conseguirá se reunir para apresentar e votar o parecer.

 

E, na semana seguinte, entre 24 e 28 de junho, acontecem as festas juninas no Nordeste e os parlamentares dessa região sequer viajam para Brasília.